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IDENTIFICAÇÃO E GESTÃO DE CARREIRAS DE NOVOS TALENTOS

A primeira ação idealizada em conjunto com o Pacto do Rio será “Sinfonia para Todos”, que consiste na realização de um projeto que conjuga a interação entre uma orquestra sinfônica e movimentos culturais na região de Manguinhos, absorvendo iniciativas já existentes na comunidade e proporcionando um espaço que possibilite diálogo e encontro entre os diferentes segmentos culturais.

O processo será conduzido pelo artista Holandês Merlijn Twaalfhoven, premiado pela UNESCO por promover o diálogo intercultural em zonas de conflitos no mundo. Toda a curadoria, produção e realização deste evento serão feitas de maneira horizontal, contando com as contribuições artísticas do maestro e dos artistas de Manguinhos, aliando a música clássica com a cultura original e popular oriunda da comunidade, nos elementos de percussão, samba, funk e passinho.
O Projeto culminará com duas grandes apresentações, com acesso gratuito.

Propostas de ações 

  • Desenvolvimento de projeto para criação de bolsas de estudos que possibilitem o aperfeiçoamento desses novos talentos.
  • Criação de um prêmio para reconhecimento das revelações de talentos.
  • Residências por intermédio da associação com as grandes residências que reúnem para palestras e workshops artistas de fama e jovens talentos no modelo dos já afirmados Banff Centre e o Progetto Martha Argerich em Lugano, entre outros.

FORMAÇÃO DE PLATEIAS

Para o Instituto Dell’Arte a formação de plateias é um processo educacional contínuo, cujo desafio está na base de uma sociedade. É a partir da educação que se gera conhecimento e referências para a compreensão das linguagens artísticas.

Quanto mais linguagens uma sociedade for capaz de conhecer, com as quais se identifique e se entretenha, maior será sua capacidade intelectual e cultural de fazer escolhas e se enriquecer com cidadania e protagonismo.

Nesse sentido, o Instituto Dell’Arte estabelece o desenvolvimento de programas didático-pedagógicos como premissa para a formação de plateias. É um grande desafio, a democratização do acesso aos espaços culturais, proporcionado pela gratuidade de ingressos estabelecidos pelas atuais políticas públicas.

Os programas contemplam a realização de uma série de palestras e apresentações gratuitas para público infanto-juvenil, circuitos de conhecimento realizados em parceria com organizações sociais, e desenvolvimento de conteúdo digital sobre grandes intérpretes.

A produção de palestras educativas e informativas poderá se ampliar para ações personalizadas como as já realizadas pela Dell’Arte como o Ciclo Chopin, em comemoração ao sesquicentenário de morte do compositor, em várias cidades do Brasil; o Ciclo Mahler, em parceria com o Centro Cultural Banco do Brasil; o Projeto Petrobras que antecedia com palestras os concertos no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Projeto Furnas de jovens pianistas, entre tantos outros.

Propostas de ações

  • Fortalecer ações de campo com projetos sociais e comunitários.
  • Desenvolver projeto didático-pedagógico de iniciação musical com o Solar Meninos de Luz.

DESCENTRALIZAÇÃO TERRITORIAL DA CULTURA

A formação de plateias, segundo pilar de atuação do instituto, leva diretamente às ações com objetivos mais abrangentes como as previstas para o terceiro pilar. Para o Instituto Dell’Arte, a formação do público também significa a descentralização cultural no território brasileiro. Ou seja, sair das capitais nacionais, principalmente do eixo Rio –  São Paulo, e levar os espetáculos para as cidades do interior do país. Nesse sentido, em 1998, a empresa promoveu o primeiro Festival de Inverno nas cidades de Petrópolis, Teresópolis, e em seguida em Nova Friburgo.

Com um público estimado em cem mil pessoas, os Festivais de Inverno das cidades serranas do Rio de Janeiro tornaram-se importantes espaços culturais fora dos grandes centros nas capitais. Verdadeiros exemplos de descentralização do território cultural e da valorização dos eventos artísticos através da interiorização, eles incrementam, além disso, as atividades comerciais das cidades que recebem o evento, fortalecendo a formação de plateias e abrindo a oportunidade para os novos talentos.

Com a criação do Instituto Dell’Arte, os festivais ganharão força político-institucional porque se tornarão reconhecidos como modelos bem-sucedidos de desenvolvimento da política pública cultural.  Esta ação, quando inserida no universo do Terceiro Setor, será capaz de facilitar o diálogo e a sinergia entre artistas, patrocinadores, governos locais, mídia e sociedade.

Propostas de ações para 2015

  • Continuidade dos Festivais de Inverno nas cidades de Petrópolis e Nova Friburgo, em parcerias com empresas e governos.
  • Expansão do festival para o norte-fluminense, na cidade de Campos de Goytacazes.
  • Desenvolvimento de estratégia de relacionamento com a mídia, para legitimar o protagonismo do evento no âmbito institucional.

MEMÓRIA & TRADIÇÃO

É o pilar que tem como objetivo revelar e valorizar o legado da empresa Dell’Arte, patrimônio cultural construído por várias gerações. São memórias que mantêm a firmeza no presente e apontam para um futuro com a crença de que, para o desenvolvimento cultural de uma sociedade, é necessário aprender a valorizar a tradição cultural e artística. Manter o legado exige rigor e dedicação. Portanto, este será o pilar no qual o Instituto Dell’Arte trabalhará para a materialização da memória de um importante período artístico-cultural da sociedade brasileira.

Propostas de ações para 2015

  • Organização, catalogação e exposição da memória institucional do acervo Dell’Arte.

ARTICULAÇÃO e POLÍTICAS PÚBLICAS

A proposta deste pilar é a promoção de ações que visam estabelecer diálogos e intercâmbios com a sociedade, os governos, as organizações do Terceiro Setor, entre outros públicos de interesse. O objetivo é promover a construção de agendas e propostas de trabalho conjuntas.

Uma discussão fundamental a ser realizada no Brasil, a exemplo do que está acontecendo em outros países como a Espanha e o Canadá, é o entendimento do conceito de cultura como quarto pilar da sustentabilidade. Na definição de sustentabilidade, um modo de vida sustentável se dá a partir do equilíbrio dos recursos econômicos, sociais e ambientais de uma sociedade. Neste tripé, a cultura até então é inserida no âmbito dos recursos sociais, numa visão simplista, de que pode e deve servir apenas como ferramenta de assistência social e de educação; ou ainda, como recurso econômico ao gerar empregos, renda e arrecadação de impostos com as atividades comerciais do setor de entretenimento. Entretanto, estudos recentes reconhecem o conceito de cultura num sentido amplo, antropológico e sociológico: um recurso próprio e fundamental para um modo de vida sustentável.

Propostas de ações para 2015

  • Produção de um seminário nacional para identificar e compartilhar iniciativas bem-sucedidas de ONGs, governos e investidores privados, que utilizam a arte e a educação como ferramenta de transformação social.
  • Desenvolvimento de um projeto de integração academia/mercado de trabalho/demanda de projetos sociais.
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